segunda-feira, 4 de maio de 2009

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Os olhos já muito cansados de ver tamanha falsidade
As mãos já muito calejadas pela procura de apoio
Os pés inchados pela árdua caminhada
A boca que não encontra mais o movimento do sorriso
Os ouvidos que não escutam mais nenhuma palavra


Contemplam a lua
Tocam o vento
Marcam a areia
Sussurram ao vento
Percebem o nada


Capaz... de chegar... ao


Coração, que como uma gélida rocha

Tranca as portas da alma
Cerca o corpo com espinhos
Ergue as muralhas do espírito


E nas sombras eternas desta fortaleza
Caminho
Sem direção, sem sentido, sem razão, sem motivo
Sem começo, sem destino
Solitário

Respirando









Falcão, seguir o curso...


Do vento...

















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